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História de Fé: Perdão, arrependimento e um novo começo com Deus

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Quando saiu do presídio, Antônio não tinha mais nada. Nada além de um passado pesado e um nome marcado pelas escolhas erradas. Havia perdido a confiança da família, os amigos e, mais do que tudo, a fé em si mesmo. As ruas pareciam diferentes — não porque o mundo tivesse mudado, mas porque ele já não sabia mais onde pertencia.

Durante meses viveu à margem, tentando recomeçar, mas sempre esbarrando no mesmo olhar de desconfiança. Até o dia em que, sem saber explicar por quê, parou diante de uma pequena paróquia. Do lado de fora, o som suave do coral infantil o fez lembrar da infância — aquele tempo em que acreditava que Deus o via com amor, e não com reprovação. Foi nesse instante que algo dentro dele quebrou. Entrou e se sentou no último banco, como quem não queria incomodar.

No fim da missa, o padre percebeu o olhar cansado de Antônio e se aproximou. “Você está bem, meu filho?”, perguntou. Antônio hesitou, mas respondeu a única verdade possível: “Não, padre… e acho que não mereço estar aqui.” O sacerdote sorriu, com aquela serenidade que só quem carrega fé sabe oferecer, e disse: “Então é exatamente aqui o seu lugar.”

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A partir daquele dia, algo começou a mudar. A comunidade o acolheu com olhar de compaixão, não de julgamento. Aos poucos, Antônio passou a ajudar na paróquia — varrendo o pátio, arrumando as cadeiras e, mais tarde, auxiliando na cozinha social. Mas o maior trabalho acontecia dentro dele. Toda vez que ajoelhava diante do altar, sentia o peso do passado sendo trocado pela leveza do perdão.

Certo domingo, durante a homilia, o padre falou sobre a parábola do filho pródigo. Antônio ouviu como se aquela história tivesse sido escrita para ele. Depois da missa, aproximou-se e disse: “Padre, acho que Jesus me recebeu de volta… mas ainda não sei como perdoar a mim mesmo.” O padre colocou a mão sobre seu ombro e respondeu: “O perdão de Deus é o começo, filho. O perdão a si mesmo é o caminho.”

Hoje, Antônio conduz um grupo de apoio dentro daquela mesma paróquia, onde acolhe outros que acreditam estar distantes demais de Deus. Com o olhar firme e voz serena, ele sempre diz: “Se Deus me perdoou, quem sou eu para dizer que não posso mudar? Nenhum passado é maior que o amor d’Ele.”

Mensagem de reflexão

O perdão de Deus não apaga o passado, mas o transforma. Ele nos ensina que arrependimento genuíno não é viver preso à culpa, mas abrir-se à graça que renova. Essa história é um lembrete de que, para cada alma ferida, há um Deus de braços abertos esperando para recomeçar.

Oração

Senhor,
Tu que perdoas os corações arrependidos e enxergas o que há de mais puro até na alma mais sofrida,
ensina-me a aceitar a Tua misericórdia e a perdoar a mim mesmo.
Liberta-me das correntes da culpa e faz renascer em mim o desejo de viver em paz,
construindo um novo caminho ao Teu lado.
Que o Teu amor me refaça, dia após dia,
e que eu possa ser também instrumento de reconciliação e esperança para os que ainda acreditam estar perdidos.
Amém.

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